quinta-feira, 28 de maio de 2009

Black Sabbath - Black Sabbath (1970) / Paranoid (1970) - Clássicos Hard & Heavy















Black Sabbath - Black Sabbath (1970) / Clássicos Hard & Heavy

Track List:

1. Black Sabbath
2. The Wizard
3. Behind the Wall of Sleep
4. N.I.B.
5. Evil Woman
6. Sleeping Village
7. Warning
8. Wicked World
9. Tomorrow Dreams*
10. Evil Woman (Extra Tracks)**

*Live Extra tracks version 2004
**Duas versões disponíveis

Link: Nos Comentários















Black Sabbath - Paranoid (1970) / Clássicos Hard & Heavy

Track List:

1. War Pigs
2. Paranoid
3. Planet Caravan
4. Iron Man
5. Electric Funeral
6. Hand of Doom
7. Rat Salad
8. Fairies Wear Boots

Link: Nos Comentários














Line Up:

Tony Iommi - Guitars
Geezer Butler - Bass
Ozzy Osbourne - Vocals, Harmonica
Bill Ward - Bateria

A partir de hoje todas as sextas-feiras de cada semana traremos um disco essencial da história do Hard Rock e Heavy Metal e inaugurando hoje o nosso "Clássicos Hard & Heavy" trago o Black Sabbath, e não poderia ser diferente afinal eles são os criadores do estilo que tanto gostamos e foram influência para praticamente tudo que veio depois. Estudiosos até hoje não conseguiram concluir quem inventou o Heavy Metal, mas pra mim sem dúvida alguma esses discos foram o divisor de águas no rock, adeus a inocência dos Beatles e a rebeldia dos Stones, esses quatro malucos de Birmingham reinventaram o rock e trouxeram o peso que até hoje influencia bandas de todo globo.

Existem muitas versões para o disco Black Sabbath e só eu tenho comigo umas três ou quatro, lógico que para fazer esse post escolhi a que tinha mais músicas, só que ouvindo outra versão encontrei duas versões diferentes para a música "Evil Woman" que é um cover da banda Crow, o problema é que as duas músicas também são diferentes, quem puder depois esclareça nos coments essa confusão, as duas versões estão nesse up que também contém as covers.

Por falar em cover esse discaço contém mais uma cover que é a faixa "Warning" que foi originalmente gravado por Ansley Dunbar's Retaliation supostamente lançado em 11 de Novembro de 1969. "Black Sabbath" conquistou a oitava posição no Reino Unido e ganhou 2 discos de Platina e um de Ouro.

E os caras não satisfeitos em abalar as estruturas com um só lançamento liberam outra porrada no mesmo ano, dois discaços que carimbaram na história do rock clássicos inesquecíveis. Imagino que com o sucesso do filme Iron Man deve existir uma molecada procurando quem diabos inventou a música de introdução do filme, hehe, isso ai, o que é bom é atemporal. Uma curiosidade do Paranoid é que ele foi lançado no mesmo dia da morte do "Guitar God" Jimi Hendrix em 18 de setembro de 1970. Nos EUA ele só foi lançado no ano seguinte, 71. Essa bolacha ficou em primeiro lugar no Reino Unido em 1970, desbancando Beatles e Stones além de outros artistas famosos na época, além disso ganhou seis discos de platina, já nos EUA e Canáda foram 4 Platina Duplo ficando no Top Five nas paradas americanas.

No geral o Black Sabbath já vendeu mais de 200 milhões de discos somente ne terra da rainha.

Preciso falar algo mais dessas pérolas? Não né, então galera vamos relembrar e põe pra tocar ai no volume máximo. Qualquer hora dessa todos os discos deles estaram no nosso espaço. Sexta que vem outros clássicos estarão por aqui. Divírtam-se.

terça-feira, 26 de maio de 2009

Asgard - In The Realm Of Asgaerd / 1972













Asgard - In The Realm Of Asgard / 1972

Track List:

1. In the Realm of Asgard
2. Friends
3. Town Crier
4. Austin Osmanspare
5. Children of a New Born Age
6. Time
7. Lorraine
8. Starquest

Link: Nos Comentários

Line Up:

Ted Bartlett / vocals
Dave Cook / bass
Rodney Harrison / guitar, vocals
Peter Orgil / violin
James Smith / vocals
Ian Snow / drums

Não confundir com o grupo francês Prog Folk da década de 70 ou mais tarde o italiano Neo-Prog do início dos anos 90, esta banda é inglesa mas pouco se sabe a respeito da Asgard ou Asgaerd, como também é conhecida, só que ela foi a primeira banda a assinar com o selo Moody Blues label Threshold. Inicialmente foi lançada uma versão em 45 RPM com 4 faixas e apenas um ano mais tarde saiu o vinil com as oito que é a versão que você encontra aqui. O nome da banda veio da mitologia do norte da Europa e significa "Castelo dos Deuses". As letras foram escritas pelo guitarrista Rodney Harrison e as faixas são relativamente curtas - em torno de cinco minutos - pra um disco de Heavy Prog que tem como característica longas suites. Dá pra notar que as músicas também giram em torno dos contos nórdicos e pelo que se sabe é admirado pela galerinha que curte Tolkien. Esse disco foi lançado no Japão (sempre lá) em 2002 no formato CD.

O som da banda é uma mistura de Moody Blues no albúm de 71 "Every Good Boy Deserve Favour", Vanilla Fudgie sem as influências psicodélicas e Uriah Heep em "Salisbury", entre "Look at Yourself" e "July Morning", deu pra ver que é coisa boa né? Outra banda que lembra o Asgard é o Zarathustra que tá disponível pra download aqui no blog. Infelizmente os caras deixaram apenas esse discaço e depois sumiram do mapa. O vocalista James Smith e o batera Ian Snow se juntaram ao Stonehouse e por lá lançaram o excelente Stonehouse Creek que lógico você também encontra aqui no blog.

Altamente recomendado esse disco, podem baixar sem medo. Divírtam-se.

segunda-feira, 25 de maio de 2009

UFO - The Visitor / 2009

















UFO - The Visitor / 2009

Track List:

01. Saving me
02. On the waterfront
03. Hell driver
04. Stop breaking down
05. Rock ready
06. Living proof
07. Can't buy a thrill
08. Forsaken
09. Villains & thieves
10. Stranger in town

Link: Nos Comentários












Line Up:

Phil Mogg (vocals)
Andy Parker (drums)
Paul Raymond (guitar, keyboards)
Vinnie Moore (guitars bass)

Mais uma banda das antigas lança um disco, depois do Black Sabbath, Saxon, Judas Priest, AC/DC e Uriah Heep é a vez do UFO nos brindar com seu talento no seu vigésimo disco de estúdio. Pra esse lançamento, que tem também edição em vinil, a banda compôs 35 músicas e inicialmente seriam escolhidas 13 pra serem gravadas, acabaram optando por 10 e uma faixa bônus a ser lançada na versão japonesa, é lógico que eles sempre levam os mimos, afinal são devoradores de CDS. A formação infelizmente não contou com Pete Way que vem sofrendo de uma doença hepática e não pode participar do processo de gravação, quem substitui ele é o Vinnie Moore que já tocou nos discos "You Are Here" (2004) e "The Monkey Puzzle" (2006), na banda desde de 2003 ele também vinha participando das tours da nesse período.

Sobre o disco Phill Mogg disse; "Todos aqueles que são fãs do UFO há muito tempo encontrarão todas as nossas características no 'The Visitor', e todos os novos fãs estarão impressionadas com o nosso entusiasmo e dinamismo", e sobre a nova formação ele também disse; "Sem destruir a antiga formação do UFO, já faz um longo tempo que nós não tinhamos um time forte como esse. Vinnie contribuiu com sua energia juvenil e sua surpreendente técnica na guitarra, e quando Andy voltar nós veremos o reaparecimento de um grande músico que sempre foi muito importante para o som original da banda".

Sobre o disco, bem eu posso garantir a vocês que tá muito bom, o uso de teclados foi bem dosado e as guitarras tão muito bem cuidadas, Phill Mogg ta cantando bem como sempre. A faixa de abertura "Saving me" já da provas que a banda veio com tudo em cima nesse disco com uma bela guitarra na introdução. Considero um bom disco, tanto pros fãs antigos quanto para os novos.

Esse foi um presente do visitante Uldis que nos enviou o link original pra um server meio maluco, fizemos o upload pra vocês curtirem. Essa versão não contém a faixa bônus japonesa e aconselho vocês a baixarem logo antes que comecem a quebrar os links porque meus caros esse disco não saiu oficialmente. Segue abaixo as datas de lançamento:

Japão 20 Maio 2009
Alemanha, Áustria, Suíça: 29 de Maio
Resto da Europa: 2 de Junho
EUA e Canadá: 2 de Junho
Brasil e resto da América Latina: Só Deus sabe.

Ripado em 320 kbps e contém covers. Divírtam-se.

Agradecimentos ao Whiplash pelas informações.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

The Damnation of Adam Blessing -ST (1969) / Second Damnation (1970) / Which Is the Justice, Which Is the Thief? (1971) / Glory (1973)
















Damnation of Adam Blessing -ST (1969) / Second Damnation (1970)

Track List: CD 1

1 Cookbook
2 Morning Dew
3 Le' Voyage
4 You Don't Love Me
5 Strings and Things
6 Last Train to Clarksville
7 Dreams
8 Hold On
9 Lonely

Bônus Tracks:

10 Painter
11 You Got Me Floatin'

Track List: CD 2

1. No Way
2. Death of a Virgin
3. Driver
4. Everyone
5. Back to the River
6. Money Tree
7. Ba-Dup
8. New York City Woman
9. In the Morning
10. Smile

Link: Nos Comentários
















Which Is the Justice, Which Is the Thief? (1971)

Track List:

1. Fingers on a Windmill
2. We Don't Seed
3. Easy Come Easy Go
4. Running Away
5. Turned to Stone
6. Please Stay Mine
7. Sometimes I Feel Like I Just Can't Go on
8. Leaving Up to You
9. Sweet Dream Lady

Link: Nos Comentários
















Glory (1973)

1. Sunny Days
2. Find Out Lover
3. I Got a Feeling
4. Mrs. Walker
5. You Can Believe
6. Hot Momma
7. Get Up
8. Nightmare
9. Dawn

link: Nos Comentários














Line Up:

Ray Benich - Bass Guitar
Adam Blessing - Lead Vocals
Kenny Constable - Lead & Add. Vocals
Jimmy Quinn - Rhythm Guitar - Add. Vocals
Bobby Kalamasz - Lead Guitar - Add. Vocals
Billy Schwark - Drums - Percussion

Mais uma pérola do Hard setentista, o DOAB foi formado em Cleveland, Eua, a partir das cinzas de duas bandas locais de garagem , The Society e Dust, liderada pelo frontman Adam Blessing (Bill Constable), o grupo também incluiu os guitarristas Jim Quinn e Bob Kalamasz, Ray Benich no baixo e o baterista Bill Schwark. Após meses tocando em diversos locais com sucesso e principalmente abrindo shows pra James Gang o DOAB assinou com a United Artists e lançou seu Debut auto-intitulado em 1969 seguindo em tour pelos EUA com o The Faces. Nesse disco a banda passeia pelo Hard, Acid Rock, Folk e Psichodelic, sendo o resultado final um disco maravilhos de se ouvir, uma mistura que deu muito certo.

Um ano mais tarde lançam seu segundo disco intitulado de Second Damnation, nesse disco notá-se uma tendência para o Hard Rock lembrando em alguns momentos o UFO e a banda segue abrindo para nomes como Eric Clapton, Janis Joplin, Alice Cooper, Grand Funk, Ten Years After e Traffic. Esse petardo gera um dos maiores sucessos da banda, Back To The River que toma as paradas americanas de assalto.

Em 1971 é lançado Which Is the Justice, Which Is the Thief?, esse albúm foi lançado com um encurtamento do nome da banda que passa a se chamar simplesmente de Damnation, segundo o baixista Ray Benich, o vocalista Billy Constable que havia pego pra si o pseudônimo de Adam Blessing começou a ter ataques de estrelismo e o restante da banda decidiu retirar o nome pra ver se o cara se tocava, parece que deu certo pois mesmo assim o sujeito continuou no grupo. Por falar em Adam Blessing existe uma curiosidade a respeito do nome da banda, segundo eles contam o nome foi retirado de uma lista de livros na contracapa de um romance de Ray Bradbury e eles nunca leram o romance até que muitos anos depois o escritor do mesmo, Marijane Meaker, lhes deu um exemplar durante um show em Nova York, doideira total. Ah sobre o disco, nesse lançamento de 71 mais uma vez a banda muda seu som e o que sai dali é quase um Soft Rock, calcado no Folk o disco tem orquestração e o escambau, um disco bélissimo que vai fazer sua namorada gostar de rock. Nesse período o batera original é substituído pelo irmão de Adam Blessing, Kenny Constable , ele já vinha ajudando a banda nas mais diversas tarefas e acabou assumindo de vez.

Em 1973 sai o último disco do grupo, sei lá porque cargas d'água a banda mudou o nome de novo, dessa vez para Glory, nesse disco eles voltam ao Hard Rock, o albúm não vendeu quase nada e é o mais obscuro da curta e brilhante carreira dos caras, também mudar nome de banda nunca foi bom negócio, além disso o baixista se envolveu num tiroteio doméstico (deve ter largado o aço na mulher) e passou 18 anos preso, ai foi o fim da banda.

No início dos anos 2000 e fim de 1999, quando o maluco foi solto, eles se reuniram inclusive tocando no Rock and Roll Hall of Fame. No mesmo ano a gravadora Akarma fez o relançamento de todos os discos em CD com o nome original da banda, inclusive do Glory, alguns incluindo faixas bônus, duas delas vocês conferem aqui nesse post, "Painter" e "You Got Me Floatin" saíram como faixas bônus num relançamento de seu primeiro disco intitulado The Damnation of Adam Blessing...Plus em 2004. Aqui os discos 1 e 2 estão numa versão 2x1 e são originais como vieram ao mundo, ou seja, sem nenhuma faixa bônus, mas como sou bonzinho eu upei as faixas num link separado.

Todos os CDS são hiper-recomendados e cada um vale a pena ter na sua coleção, estão colados nossos selos de qualidade. Divírtam-se.

quinta-feira, 21 de maio de 2009

Jerusalem - Jerusalem - 1972 / 2008




















Jerusalem - Jerusalem - 1972 / 2008

1. Frustration
2. Hooded Eagle
3. I See the Light
4. Murderer's Lament
5. When the Wolf Sits
6. Midnight Steamer
7. Primitive Man
8. Beyond the Grave
9. She Came Like a Bat From Hell
10. Kamakazi Moth (non-lp single track)*
11. Primitive Man (demo version)*
12. Beyond the Grave (demo version)*
13. Hooded Eagle (single version)*
14. I See the Light (mono version)*

* bonus tracks

















Line Up:

Lynden Williams: Vocals
Bob Cook: Guitars
Bill Hinde: Guitars
Paul Dean: Bass
Ray Sparrow: Drums

Essa aqui é mais uma cortesia do meu novo amigo de infância Renato do Stay Rock, hehe, esse veio no mesmo rolo do Iron Claw, aliás um porrilhão de gente baixou e não deixou um comentário, se fizerem isso de novo só vou postar 1 cd de 15 em 15 dias, cuidado comigo que to de lua, hehe.

Seguinte galera, não confundam esse Jerusalem ai com outro da Suécia que faz Hard Rock cristão. Essa banda ai é britânica e lançou apenas um disco em 1972 produzido nada menos por Ian Gillan e lançado pela Decca Records, tá eu sei que esse disco é arroz de festa e todo mundo tem, inclusive em dois blogs amigos (Lets Rock e Cordas, Bandas e Metais), mas esse aqui descolado pelo Renato é o relançamento da Rockadrome totalmente remasterizado e com cinco faixas bônus, a maioria versões demo retiradas da master tapes originais.

Bem sobre o som, a música dos caras da pra notar uma influência sabbática (sempre) com a tenebrosa "Beyond the Grave" e inacreditavelmente quando você ouve faixas como "Frustration" e "Hooded Eagle" te remete ao som feito na chamada NWOBHM, é os caras estavam a frente de seu tempo. Em suma é um belo disco de Hard Rock tipicamente britânico, muita engenhosidade e bom pra cacete de ouvir, recomendo pra quem admira boa música. Renato thanks pelo up e Drachen pelo reup. Dívírtam-se.

quarta-feira, 20 de maio de 2009

Iron Claw - The Claw + 3 Bônus Tracks / 1970 /1972 / 2008
















Iron Claw - The Claw + 3 Bônus Tracks / 1970 /1972 / 2008

Track Listing:

1) Clawstrophobia
2) Mist Eye
3) Sabotage
4) Crossrocker
5) Skullcrusher
6) Let It Grow
7) Rock Band Blues
8) Pavement Artist
9) Strait Jacket
10) Gonna Be Free
11) Loving You
12) Lightning
13) All I Really Need
14) Knock ‘Em Dead
15) Winter
16) Devils

Bônus Tracks - Dismomorphobia Albúm

1) Take Me Back
2) Real Mean Rocker
3) Spider's Web

Link: Nos Comewntários
















Line Up:

Jimmy Ronnie (guitars)
Wullie Davidson (lead vocals, flute, harmonica)
Alex Wilson (bass)
Billy Lyall (mellotron, piano, saxophone, percussion)
Ian McDougall (drums, percussion)

Dia desses batendo um papo com o meu irmãozinho Renato do Stay Rock ele me apresenta essa verdadeira relíquia setentista, como não conhecia e depois de tantos elogios velados por parte dele fui pro Stay Rock baixei e o Drachen fez um reup, meus amigos a coisa é tão boa que tinha de trazer essa maravilha pra cá. Vamos saber mais um pouco a respeito do Iron Claw.

O Iron Claw foi formado em 1969 na Suécia por Alex Wilson (baixo) que recrutou Jimmy Ronnie (guitarras) e Ian McDougall (bateria), a garotada era toda da faixa de 15 anos de idade e mesmo tão novos já estavam no circuito de música local e eram considerados os melhores músicos.

Antes do Black Sabbath lançar um disco eles andaram perambulando pela Suécia e foi num show em novembro de 1969 no Youth Club em Dumfries que os garotos tiveram o primeiro contato com o Sabbath e chegaram a gravar uma dessas apresentações e segundo dizem por ai não faz muito tempo o baixista Alex Wilson vendeu uma fita dessa apresentação com a primeira versão de "War Pigs" com letra diferente da original pra Ozzy e sua cadela de guarda Sharon Osbourne, esse é o material mais antigo ao vivo do Sabbath. Inclusive essa foi a primeira cover da garotada que não muito satisfeita em tocar apenas covers saiu na tentativa de gravar alguma coisa em estúdio com material escrito por eles e pra isso contratam o vocalista Mike Waller. Em 17 de setembro de 1970 gravam suas primeiras faixas "Mist Eye" e "Sabotage" em 4 canais e na mesma noite. Em 5 de Dezembro do mesmo ano foram pra Londres e lá mais gravações em estúdio com a idéia em mente de montar um LP, 8 músicas gravadas e mixadas em 4 canais, novamente tudo em um dia, com apenas uma guitarra overdub.

Esse primeiro disco leva o nome de "Claustrofobia" e apresenta um lado pesado totalmente influenciado pelo Black Sabbath e um lado mais Hard Rock lembrando Budgie ou Grand Funk, a idéia era que o lado mais Hard do disco pudesse virar potenciais singles.

Em janeiro de 71 o Black Sabbath voltou a excursionar pela Suécia e lá foram os garotos como grandes fãs assistir ao show deles, conseguiram acesso aos caras pra um papo e pediram uma ajuda ao Sabbath pra lançar seu material por alguma gravadora, Iommi e sua trupe pediram uma cópia da master que lhes foi entregue posteriormente quando os membros do Iron Claw viajaram pra Newcastle e tiveram novamente com eles. Mais tarde foram advertidos que a banda ameaçava processá-los por soarem parecidos demais com eles, rs.

Em meados de maio de 71 o vocalista Mike Waller resolve deixar a banda e assim chegou o fim do Iron Claw.

A gravadora Rockadrome que vem resgatando verdadeiras obras-primas perdidas do underground do Heavy/Hard setentista relançou esses trabalhos de estúdio dos caras numa edição de luxo com biografia, fotos e material remasterizado.

Vamos falar um pouco sobre o disco. Como já sabem o Iron Claw nunca lançou um disco, nunca lançou entre aspas pois esse material já circulava em versões piratas e de baixa qualidade. Já ouvimos muitas bandas ao longo dos anos que tentaram tocar como o Black Sabbath de várias formas. Muitas de nossas favoritas, na verdade, estão no doom metal. Mas antes de Witchfinder General, Saint Vitus, Trouble, antes de Candlemass e Cathedral, antes de Sleep, Sheavy, Electric Wizard e Witchcraft... havia o Iron Claw. Eles não cresceram ouvindo os álbuns do Black Sabbath. Não, essa é uma banda que se inspirou na formula do Black Sabbath após vê-los tocar... em 1969! Isso foi antes do primeiro álbum do Black Sabbath sair, que fique claro.

Logo após essa “revelação” de ver o Sabbath, a banda mais popular entre os jovens a pequena banda Iron Claw se tornou o que deve ter sido a primeira banda mundial de tributo ao Black Sabbath, fazendo covers, enquanto trabalhava simultaneamente em materiais originais pela primeira vez. Assim, a influencia do Sabbath sobre as musicas próprias do Iron Claw é bem forte, especialmente na guitarra, menos nos vocais.

Mas em relação ao peso e uma vibração doom geral, Iron Claw está claramente devendo ao Sabbath, enquanto também nos lembra a algumas bandas como T2, May Blitz, Nazareth, e Budgie. Talvez um pouco de Grand Funk Railroad também como já falado acima. Isso era material pesado, especialmente para a época. Além disso eles fizeram uma musica chamada "Skullcrusher" em 1970 quando todos os outros (exceto o Sabbath), estavam na era da paz e amor, flores e rosários, hehe. Inspirados pelo Sabbath eles foram com certeza, mas eles ganham crédito por terem sido um dos primeiros, levando-os a um nível mais alto do rock underground. Mais tarde, quando bandas como Judas Priest e depois a NWOBHM assumiram, esses caras deveriam saber que estavam na frente de todo mundo no que podemos chamar de Heavy Metal.

As dezesseis faixas aqui abrangem vários anos e várias delicadas diferenças das abordagens do Iron Claw, e todas elas são impressionantes, desde as mais antigas, gravações mais recentes como a barulhenta “Clawstrophobia” (sobre um colapso mental de alguém preso em um elevador!) até as mais "sujas" como "Crossrocker" até as tentativas ocasionais de algo mais “pop” (mas ainda pesado, mesmo com trompetes, como em “Loving You”)... tudo a caminho da progressiva fase final da existência do Iron Claw, em faixas como “Winter”, com flauta, claro! Tem também um pouco de harmônica em “Strait Jacket” (a la "The Wizard"). Mas na maioria, The Claw é todo um conjunto de distorção de guitarra, batidas vigorosas de bateria e vocais altos. Além disso, tem esquisitices psicodélicas aos montes nos interlúdios, como o tímido Mellotron no começo de "Pavement Artist" e o assustador e surpreendente interlúdio em "Devils" – uma musica inspirada quando a banda viu a estréia do filme de Ken Russell com o mesmo nome no Festival de Filmes de Edimburgo.

É um cd realmente bem feito, o encarte traz fotos e várias páginas com a historia da banda, junto com as letras e notas em cada faixa escritas por um dos camaradas sobreviventes do Iron Claw (infelizmente, alguns membros já morreram). A qualidade do som varia, geralmente de baixa fidelidade mas bastante aceitável para demos, e nem de perto tão irregular como aquele disco do Bedemon (fase embrionária do Pentagram) por exemplo.

Chega de papo e vamos baixando logo isso ai que é material de primeira qualidade. Meus agradecimentos ao Renato por me apresentar essa maravilha e a Viviane Olímpio minha querida amiga que ajudou na tradução de informações de fontes diversas e ao Drachen pelo upload. Divírtam-se.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Bolder Damn – Mourning / 1971















Bolder Damn – Mourning / 1971

Track List:

1. B.R.T.C.D. 2:55
2. Got That Feeling 3:28
3. Monday Mourning 3:05
4. Rock On 4:11
5. Find A Way 4:39
6. Breakthrough 3:23
7. Dead Meat 15:55

Link: Nos Comentários















Line Up:

Marc Gaspard : Keyboard
Robert Eaton : Vocals, Drums
Glenn Eaton : Vocals, Guitar
Ron Reflett : Vocals, Bass
John Anderson : Vocals,

Essa é mais uma daquelas pérolas dos anos 70 cujo destino atropelou. O Bolder Damn foi uma banda de Hard / Heavy rock de Fort Lauderdale, Flórida e teve início em 1969, desde de sua formação e durante 3 anos passaram a abrir shows pra todas as grandes bandas da época que se apresentavam no estado, o curioso da história é que eles tinham uma enorme legião de fãs sem nunca ter lançado sequer um único disco, tal fato se deve a suas apresentações ao vivo onde literalmente quebravam tudo pela frente e faziam também um espetáculo teatral a lá Kiss e Alice Cooper, lógico que nessa época Kiss não existia e Tia Alice não tinha essa fama toda, então antes de ser apenas mais uma banda de Hard Rock os caras tinham originalidade.

Como a galera que curtia a banda era insaciável e queria um disco, lá se foram nossos heróis pro estúdio em 71 e gravam uma das mais incríveis perólas setentistas em apenas 4 horas (!!!) e praticamente nenhuma overdub. A prensagem foi de apenas 200 exemplares numa edição limitadíssima, é lógico que achar esse vinil hoje em dia é praticamente impossível e se você ainda tiver essa sorte vai ter que desembolsar uma pequena fortuna. Para fazer esse relançamento em CD a gravadora Rockadelic estava correndo atrás das fitas master que haviam desaparecido completamente, ainda bem que o guitarrista Glen Eaton com apoio dos outros membros conseguiram descolar um exemplar com colecionadores de K7 (!) e assim conseguiram salvar a pátria, rs. O albúm foi relançado em vinil em 1998 e em CD em 2002 pra felicidade geral da nação, a edição vem com encarte de luxo contendo fotos, biografia e o escambau.

Como os membros eram muito novos e infelizmente existia a guerra do Vietnã alguns deles seguiram carreira militar ocasionando o fim precoce do Bolder Damn, justamente quando grandes gravadoras começaram a prestar atenção no barulho que os caras estavam fazendo pelo estado da Flórida.

Esse disco é surpreendente da primeira a última faixa, Breakthrough com uma batida e guitarra alucinantes, Dead Meat com seus mais de 15 minutos de duração, hiper pesada e tenebrosa e todas as demais. O som da banda vai te fazer lembrar Blue Cheer, Black Sabbath, Pentagram além dos melhores espoentes da Psicodelia, em suma é um disco matador que você Hardeiro tem que ter em sua coleção, espero que curtam. Divírtam-se.

Guzz em entrevista ao Atitude Fanzine.


Guzz, poderia se apresentar a galera atitude, dizendo quem é , o que faz, enfim fique livre para dizer quem é o GUZZ.

Bem, eu me acho um cara comum, ou quase... 37 anos, casado, 1 filho, apaixonado por rock e Fórmula 1.
FÓRMULA 1? E o Rubinho, tem chance esse ano?

Cara, chance ele tem, apesar que não demora muito o Button deve receber todas as atenções da equipe pelos resultados que tem obtido.

Você é um nome sempre presente nos comentários dos blogs. Como você analisa esse movimento mundial em favor da distribuição de música livre da opressão das gravadoras?

Na verdade eu não apareço nos comentários dos blogs na mesma proporção em que eu frequento os blogs, rsrs.Eu conheci o mp3 em 98 +- e logo em seguida o Audio Galaxy, eu não cheguei a usar o Napster pq nessa época eu estava sem net. Mas de cara eu curti, eu encontrava músicas que não ouvia a tempos (era mais fácil achar músicas avulsas do que albuns, como é feito hoje nos blogs) e encontrava também músicas que eu nunca imaginei ouvir um dia, na época nem me passava pela cabeça a questão de ser ou não ser legal, você fazia uma busca, encontrava, baixava e ouvia e lógico, gravava pra alguns amigos, assim como sempre fora feito com LPs e Fitas K7.

Quando você começou a curtir o rock em geral? Que disco lhe abriu as portas para esse maravilhoso mundo?

Bem, eu comecei a curtir Rock em 82, quando saiu a notícia de quem o Kiss viria para o Brasil no ano seguinte, na verdade eu tinha uns 11 ou 12 anos de idade e tinha um amigo de uns 15/16 que a vida inteira morou em frente da minha casa, ele já curtia Queen e começou a ouvir Kiss nessa mesma época pelo mesmo motivo. Eu conheci o Creatures of the Night e me liguei demais no som deles.
Lia tudo, comprava posteres e revistas, e ia gravando tudo o que esse meu amigo ia conseguindo de discos, ou seja quase a coleção inteira. Eu um Kissmaníaco, a única banda que existia pra mim, era o Kiss. Nessa época, quase todo mundo da mesma idade "ouvia" Kiss, I Love it Loud era o "hino" daqueles anos pré e pós Kiss no Brasil, digo isso de onde eu vivia.

E VOCÊ FOI AO SHOW EM 83? E HOJE, O ACHA DO KISS? CONTINUA COM O MESMO PODER DE FOGO?
Olha no show de 83 eu tinha uns 12 anos +-, fiquei morrendo de vontade mas não tive como ir.
E sabe, nunca vi um show deles!!! Sempre teve algo que me impedia de ir...
Quando começou a curtir como era o movimento? Você fez parte de alguma banda, produziu fanzine ou algo do gênero?

Na época em que eu comecei a curtir, era tudo meio difícil, eu era de Tupã, interior de São Paulo e tinha muito pouco acesso ao que rolava, mas na época eu curtia apenas Kiss e esse meu amigo me arrumava os sons, rsrs (música pra ele se resumia basicamente ao Kiss).Eu fui crescendo e tendo contato com outros amigos que também curtiam Rock, ai fui conhecendo novas bandas, na época fora os discos que eram comprados nas lojas de Tupã (existia apenas uma loja com 3 filiais, só encontrávamos discos das bandas mais conhecidas), eu assistia também o Som Pop na cultura, na época apresentado pelo Paulinho Heavy, um brother que eu vim a conhecer pela net a uns 3 ou 4 anos. No Som Pop sempre rolava um especial no último bloco, geralmente com alguma banda de rock, havia também as revistas Som3, (não tanto do meu tempo) que não era especializada, mas trazia notas do mundo do Rock, e também a revista Metal e depois a Rock Brigade. Fora de Tupã, eu ia muito pra Santos e por lá eu conseguia discos mais diversificados.Fanzine eu nunca produzi não, apesar de ter sido assinante de alguns sobre o Kiss.Eu tive uma banda que se chamou Crossroads, ela começou em 1992 e durou oficialmente até 96 ou 97, fazíamos apenas covers de Iron, Sabbath, Purple, Led e outras bandas, mas era muito Iron, as vezes eu achava que poderíamos viram Iron cover, rsrs, muita saudade dessa época.

Você não tem nada dessa banda para que eu possa postar?

(olha, eu devo ter uns mp3 capturados de filmadora, vc ver se upo e te mando ok?)

LINK PARA O CROSSROADS

SÃO SEIS SONS COM COVERS DO IRON MAIDEN, DEEP PURPLE, RAMONES, PETER FRAMPTON , NIRVANA E O HINO NACIONAL



GUZZ

Qual é seu estilo preferido? Quais são os grandes representantes dessa tendência? Qual disco você indicaria para a galera do atitude?

Bem, eu já ouvi de tudo praticamente, nunca gostei muito de rotular estilos, quando eu comecei a ouvir eu entrava em uma loja e perguntava, "onde ficam os discos de Rock?", o cara me apontava e eu certamente encontrava o que queria por lá, no máximo eu dizia, Rock pesado. Hoje, apesar de não gostar de estilos, eu rótulo meus mp3 basicamente em Rock, Metal, Rock Progressivo, Blues e Punk (não gosto muito disso, mas tenho alguns Sex Pistols e Ramones por coleção). Mas então, eu ouvia Kiss, simultaneamente conheci Iron, Sabbath, Ozzy, Scorpions e WASP, ouvi muito as bandas de Los Angeles tipo Mötley Crüe, Ratt e algumas do estilo (como um amigo meu diz, "bandas que gastam mais em laquê do que com cordas de guitarra"), no final dos anos 80, comecei a ter acesso ao que rolava na Bay Area e às bandas Thrash (olha o rótulo), curti muito Metallica, Slayer e coisas assim, "nadei" bastante nessa águas, comprei muitos discos lançados pela Rock Brigade, Woodstock e Cogumelo no final dos 80, início dos 90, era sempre a expectativa de ver a nova Revista Metal e depois ver se encontrava os discos das bandas que saim por lá. Eu te diria que eu tive alguns momentos de paixão por bandas: Kiss foi o inicio, até hoje são minha banda de coração; Iron Maiden, talvez a banda perfeita, Metallica, (eu adorava usar calças com os joelhos rasgados, rsrs) ah eu tive uma caso de amor com o disco Appetite for Destruction do Guns N Roses, esse disco apareceu na minha vida em uma fase muito legal, eu havia ganhado minha primeira moto, tinha começado a dar aulas em uma pequena escola de informática e a coisa rolava muito legal quando eu conheci por acaso esse disco, ainda hoje eu gosto de GnR, mas o Appetite teve um algo a mais por causas das circunstâncias. Às vezes eu associo minha vida a uma "trilha sonora" e a dessa época foi o Appetite.Em uma determinada época, eu enchi o saco do que estava aparecendo, principalmente metal melódico, nunca curti e pra falar a verdade, nem conheço a fundo o estilo, então, ao invés de eu conhecer as novas bandas, eu preferi conhecer as velhas bandas que eu ainda não conhecia, é esquisito isso, mas como eu era mais ligado às bandas que eu citei acima, então eu não conhecia muita coisa dos anos 60/70. Depois dessa minha decisão de conhecer as "velharias" que eu fui conhecer Queen, Beatles, Stones entre outras tantas... Beatles é uma das coisas que eu mais ouço hoje em dia.Agora, um disco pra indicar pra galera?!?! Difícil, mas eu indico o The Number of the Beast do Iron Maiden, pelo fato da banda representar o que ela representa e o a meu ver o The Number ser o melhor disco deles.

MUITA GENTE ESTA RETORNANDO AO SOM DOS ANOS 60, A CONTRACULTURA DEIXOU RAIZES FORTES. VOCÊ VÊ ALGO DESSE MOVIMENTO PRESENTE EM ALGUMA BANDA BRASILEIRA ATUAL?

Cara, atualmente eu estou bem por fora do que anda rolando no cenário nacional, antes eu comprava quase tudo o que saia das bandas nacionais, mas geralmente era som mais pesado, Sepultura, Vulcano, Korzus, e o que rolava nos anos 80/90. Então eu não tenho como te responder se, e quais bandas estariam fazendo essa volta aos 60. Aliás, se puder me dar uma dica eu vou procurar material pra ouvir, rsrs

visite nosso blog destinado ao metal nacional AFERROEFOGO.BLOGSPOT.COM, estamos divulgando várias bandas, outra dica é o STAY ROCK um blog sensacional.

Todos os nossos entrevistados estão deixando alguma história pitoresca sobre suas vidas. Qual seria a contribuição para a galera?

Uma história pitoresca... Ah, antes do show de estréia da minha banda um cara foi oferecer farinha pro baixista que era tira!!!!
Eu tava no bar bebendo e o baixista no palco vendo qualquer coisa e sentou um cara muito bêbado ao lado dele e começou a aporrinhar ele, e acabou falando “quer dar uns “tirinhos” antes de tocar”. O baixista levantou e foi falar comigo, “meu, se aquele cara me apresentar à farinha eu vou ter que enquadrar ele...”. Mas como o cara tava muito ruim e dando problema ele foi tirado do local pelos proprietários, rsrs

E A FARINHA? FICOU COM QUEM? kakakakakak deixa ver as fotos do show.. olha o tira...tira.. olha o guarda...guarda kakakakakak

GUZZ, AMIGOS E CROSSROADS
PARTE DE SUA COLEÇÃO DE CDS

Para muitos o rock é uma força aglutinadora contra a mesmice do sistema. Você compartilha essa idéia, ou seja, da força revolucionária do rock?

Sabe, eu nunca tive uma opinião formada sobre o Rock, eu sinto o Rock. Pra mim Rock é um estado de espírito, você pode até ir mudando seus gostos pra bandas mais ou menos pesadas e/ou rápidas, mas se você é um roqueiro, você será sempre um roqueiro. Conheço pessoas que eram radicais, ou extremistas com relação ao que ouviam e como se vestiam, que hoje ouvem pop ou que viraram evangélicos e não ouvem mais Rock, pra mim nunca foram roqueiros de verdade, é apenas minha opinião.

Geralmente as pessoas que fincam raiz forte no rock possuem ligação com a contracultura, seja pela experiência própria ou por influências. Você se considera um filho da contracultura. O lema sexo, drogas e rock´n´roll para aquela geração representava um estilo de vida. Qual frase em sua opinião define o estilo de vida da atual juventude?

Olha, eu curto muito o movimento hippye dos anos 60/70, eu sou um dos milhares que acham que nasceram na época errada, eu adoraria ter pisado na lama de Woodstock. Mas eu não me considero um filho da contracultura, como disse acima, o Rock apareceu na minha vida quando eu tinha 11 anos, eu estava saindo da infância e o Kiss apareceu quase que como heróis pra mim, fui amadurecendo meus gostos musicais, mas sempre ligado ao Rock, então o Rock surgiu na minha vida e eu me liguei aos movimentos que cercavam o Rock. Uma frase?! "Rock and Roll All Night and party every day". rsrs

Vivemos em um mundo globalizado onde idéias, links, artigos, tudo atravessa fronteiras num ritmo avassalador. Para você qual banda representa o som desse universo globalizado?

Uma pergunta que eu não sei te responder sabe que várias bandas têm se auto-promovido justamente pela internet e pela disponibilização de seus Mp3, mas como não connheço muitas bandas novas, eu não sei te dizer quais tem representado melhor esse cenário.

GUZZ (SENTADO AO CENTRO)

Guzz é um ser político? Está envolvido com partidos, sindicatos, ONGs etc? Se negativo qual sua razão?

Eu não me ligo em política, Na verdade me considero um socialista, mas não me ligo a partidos. Isso deve mais pelo fato de eu curtir os ideais dos anos 60, o lance do Paz e Amor. Não conheço nenhum político que nunca tenha tido seu nome envolvido com corrupção, por isso não gosto de políticos.
Observação do Paulão: ops... eu nunca estive envolvido kakakaa, fui vereador por dois mandatos e mantive a integridade . Creio que existem muitos honestos, mas infelizmente os desonestos prevalecem num país onde a compra de voto ainda é um recurso muito utilizado apesar da proibição legal.

EU AINDA ME DEFINO COMO UM SOCIALISTA SOU MEMBRO FUNDADOR DO PSOL, MAS TENHO CLAREZA QUE O SOCIALISMO ENQUANTO ALTERNATIVA PERDEU FORÇAS, PRINCIPALMENTE PELO PT TER OPTADO PELO NEOLIBERALISMO E QUEBRADO AS ORGANIZAÇÕES POPULARES. VOCÊ PARTILHA DESSE PENSAMENTO?

De certa forma sim, mas como me acho um socialista utópico, que imagina um mundo cor-de-rosa para todo mundo. Mas muitas idéias socialistas deveriam ser usadas, principalmente na questão de reforma agrária por exemplo. Mas isso é um papo longo... rsrs

Muitas bandas do passado estão voltando à cena. No dia 20 de Abril integrantes do The Doors se apresentaram em Ribeirão Preto. Como você vê esse retorno das grandes bandas do passado? Teria alguma banda em especial que você gostaria que fizesse um show de retorno?
Nossa essa pergunta teve o prazo de validade vencido, rsrsOlha, por curiosidade eu nunca curti The Doors, conheço uma meia dúzia de músicas deles, como falei vim a conhecer a maioria das bandas antigas, de 95/96 pra cá, e The Doors ainda não faz parte das que eu "conheci" e sim das que eu ainda pretendo conhecer, rsrs.Agora eu acho esquisito essas voltas em bandas sem membros originais e tão importantes como o caso do Jim Morrison, Freddie Mercury. Pra mim perde a essência, é diferente de uma banda que trocou de formação, mas acaba sendo válido pra muitos que não puderam ter vistos os caras, verem membros originais tocando os sons que a gente curte.Um show de retorno? O Kiss já fez isso e foi legal, o Purple também o fez na época do Perfect Strangers e o Black Sabbath mais recentemente, mas eram as formações originais.

GUZZ E BANDA CROSSOVER

Por falar em bandas do passado, quem você considera o melhor vocalista da história do rock? Qual seria a banda perfeita para acompanhá-lo?

Poxa, vocalista!!! Justamente pra mim que segurava um microfone quando tinha uma banda rsrsrsMas é difícil a pergunta e ela mudaria dependo da época e do que eu estivesse ouvindo, rsrsEu sempre tive três vocalistas como os melhores, Ian Gillan (por qualquer coisa que ele fez ao vivo), Rob Halford (pela afinação dele no Unleashed in the East, principalmente em Green Manalishi e em Victim of Chances) e Eric Adams do Manowar, (por achar legal quando ele cantava "gritando", sempre curti a voz dele). Agora nesse final de ano estando de férias em Tupã, assistíamos a um show do Yellow Matter Custard, um projeto do Portnoy onde tocam Beatles, o som era perfeito e meu amigo Edilberto, uma Purple/Beatlemaníaco comentou, (sotaque de santista dele) "Ox Beatlex eram os vocaix de Lennon e McCartney” Mas um vocalista, eu diria Ian Gillan, uma banda? Ele já deu certo como Sabbath, mas não casou tão bem quanto a formação clássica do Purple. A banda eu deixo pro pessoal formar, rsrs.

Você chegou a visitar os blogs da equipe atitude (underground, opinião, fanzine, classic rock e rara MPB)? Qual sua opinião sobre nosso trabalho?

Pra ser sincero, eu conheço o Classic Rock e o Atitude Underground. Mas como hoje eu me ligo mais a sons antigos, anos 60/70, eu visito mais freqüentemente o Classic Rock. Infelizmente a falta de tempo, e a enorme quantidade de blogs que existam na net, não deixam a gente ficar ligado em todos. Eu tenho uma lista de blogs nos meus favoritos que eu vejo diariamente.Mas acho muito legal o trabalho desenvolvido por você e admiro muito os bloggers que cuidam tão bem dos seus "filhos", tendo tanta atenção com postagens.

O Maddy Lee lançou a idéia de montarmos uma lista com 1001 discos indicados por blogueiros. O que pensa a esse respeito?

Olha, os 10 discos eu sempre achei pouco, mas os 1001!!! Ai sobraria muita coisa, rsrs. Se bem que em 1001, eu faria algo +- assim, a coleção do Kiss, a do Iron, a do Purple, Beatles, Sabbath e outras tantas... Mas depois que eu li a entrevista do Maddy Lee, eu vi que o cara é um enciclopédia musical, e, talvez pra ele, 1001 seja até pouco, rsrs.

GUZZ E BANDA NUMA HISTÓRICA PERFORMANCE


Sou amante do vinil. Nem penso em qualidade e sim no que ele representa enquanto essência (ser da época, o som original, a capa, encartes etc). Você mantém coleção de vinil ou concorda com muitos blogueiros que isso já é peça para museu?

Não, eu me desfiz dos meus discos em 94 creio eu, eu sempre fui um colecionador de discos, como falei, gostava muito de comprar em Santos e em qualquer cidade onde eu achasse coisas legais, se tivesse grana eu comprava, cheguei a ter uns 800 LPs creio eu. Mas também sempre curti equipamentos de som, no inicio eu nem toca disco tinha, gravava fitas e ouvia em um rádio gravador ou no som do carro da família. Comecei a comprar discos pelo menos um ano antes de ter um toca discos, quando tive o primeiro creio que já tinha uns 30 LPs. Com o tempo eu fui trocando o som em equipamentos usados mais potentes, Gradiente, Nashville, Sony e coisas do gênero, até que tive um belo equipamento em casa, então eu vi um Esotech usado da Gradiente e babei, troquei tudo o que tinha por ele e mesmo sendo usado, ma época voltei quase R$ 1.000,00. Ai foi o meu problema, como ele tinha uma potência muito forte, não rolava ouvir LPs nele sem ter uma puta ressonância, ele roncava muito quando eu aumentava o som dos LPs. E nessa mesma época eu comecei a ter contato com os CDs e eles eu conseguia aumentar o som rsrs. Disseram-me que equalizando certo eu resolveria o problema dos discos, mas isso eu nunca pude testar, um belo dia eu coloquei os meus 800 e tantos discos no porta malas de um carro e fui pra Marília em uma loja de discos que eu comprava bastante, a London Loop, deve existir até hoje, mas nunca mais tive contato com o Marcos, e lá se foram meus discos por um punhado de CDs.Não me arrependo, mas que eu nunca mais pude ficar deitado na cama abrindo capas de discos e vendo detalhes, isso é uma triste realidade. Hoje, quando raramente cai em minhas mãos algum disco de vinil pra eu passar pra CD, eu vejo o quão mais quente é o som deles em relação ao CD.

O mp3 irá destruir as gravadoras?

O mp3 irá destruir o espaço de todos os HDs, rsrsSe acontecer das gravadoras sumirem, as bandas ainda continuarão gravando e fazendo shows, como fazem algumas bandas novas, elas se4 auto-divulgam pela internet e gravar hoje em dia é muito fácil.Veja o Iron, quando no ano passado eles vieram coma Somewhere back in Tour, eu imaginei ser o fim do Iron, pensei em turnê de despedida. Veja, sempre foi assim, uma banda lança um disco e sai em turnê pra divulgar esse disco, lança outro disco e saiu pra outra turnê, mas o Iron não estava divulgando nada, ou será que eles queriam vender mais do Live After Death? rsrsAi pensei, nos dias de hoje, com o mp3, quando sai um disco logo ele está disponível na rede, não sei ao certo lá fora como rola isso, se ainda compram os discos, mas o que o Iron fez e repetiu esse ano, foi simplesmente sair pra tocar e ganhar uma boa grana com os shows.Eu creio que não existirá mais bandas com discos multi-platinados ou N discos de ouro, mas sim bandas que serão amplamente divulgadas na net e farão shows. Bandas boas ou não, isso o público dirá.
indique três blogs que você considera fundamentais para quem quer curtir o bom e velho rock´n´roll. Aliás, existe rock velho? Esse tipo de som envelhece?
3 Blogs?-Seres da Noite, tanto pelo clima do Blog quanto pelo qualidade das postagens.
-Hard & Heavy, pelo conteúdo das postagens, falo isso mesmo antes de ser um colaborador, é o Blog onde eu mais encontro sons do tipo que me chamam a atenção, principalmente para colecionar.
-Boteco dos Bloggers, rsrsrs esse blog vai dominar a net...
Eu já frequentei vários outros, entre eles o Espírito Público era o que eu mais gostava, infelizmente foi extinto. Também tinha o Hard Blog, do Nito, era ótimo no conteúdo, eu encontrava muitas coisas por lá, mas ai rolou algum problema interno e o blog raxou, tiraram o Nito, que era o dono e nunca mais foi o mesmo, infelizmente.
Tenho que citar também o Lágrima Psicodélica, que apesar de ser mais eclético do que meu gosto pessoal, é um grande blog.Mas a lista de blogs que eu frequentei é muito extensa.
E o Boteco dos Bloggers? O QUE ACHOU DA IDÉIA?

O Boteco foi uma sacada muito legal, na verdade o que ele tem feito de melhor é um estreitamento de relação entre os Bloggers, praticamente todo mundo dos blogs que eu citei na entrevista, de uma forma ou de outra estão no Boteco, rsrs

Deixe suas palavras finais para a nossa galera.
Bom, pra mim foi um prazer participar dessa sua iniciativa de entrevistas, apesar de considerar um novato no mundo dos bloggers. Graças ao Dagon eu estou começando a colaborar e tendo a oportunidade de conhecer você todos os outros do Boteco.

um grande abraço Guzz. valeu por atender ao nosso pedido!
VOU FAZER UMA CAPA PARA O CROSSROADS E POSTAR NO A FERRO E FOGO!

domingo, 17 de maio de 2009

Cream – Live (1968) – Vol. 1 e 2
















Live Cream Vol. 1 (1968)

Track List:

01 - N.S.U
02 - Sleepy Time Time
03 - Sweet Wine
04 - Rollin' And Tumblin'
05 - Lawdy Mama

















Live Cream Vol. 2 (1968)

Track List:

01 - Deserted Cities of the Heart
02 - White Room
03 - Politician
04 - Tales of Brave Ulysses
05 - Sunshine of Your Love
06 - Steppin' Out.


Link: Nos Comentários















Line Up :

Eric Clapton - guitarra e vocal
Jack Bruce - baixo e vocal
Ginger Baker - bateria
























O Cream foi uma banda de rock dos anos 60, formada pelo guitarrista Eric Clapton, pelo baixista Jack Bruce e pelo baterista Ginger Baker.

Célebres como o primeiro power trio do rock, o som da banda era caracterizado por uma mistura de blues e psicodelia, combinando a técnica apurada de Clapton com a voz suave de Bruce e o ritmo de Baker. O Cream representa o som energético da época, ancorado em um estilo blues familiar; vai de clássicos tradicionais, como "Crossroads" e "Born Under a Bad Sign", às mais excêntricas "Strange Brew" e "Tales of Brave Ulysses", até chegar em "Spoonful" e "Toad". Seus maiores sucessos são "I Feel Free", "Sunshine of Your Love", "White Room”, e "Badge" (escrita por Clapton e George Harrison).

Depois de se separarem em novembro de 1968 os integrantes do Cream voltaram a tocar juntos em 1993, quando a banda foi incluída no Hall da Fama do Rock and Roll. O grupo se reuniu novamente em Maio de 2005, tocando no Royal Albert Hall onde haviam tocado seus últimos concertos em 1968. A última vez que a banda tocou foi em Outubro de 2005 no Madison Square Garden.

Nestes dois álbuns ao vivo, o grupo demonstra todo o vigor e inovação que baseou e fundamentou os “sons” criados ou para alguns “aperfeiçoados” pelas bandas surgidas a partir de então. Sem duvida o Nome faz jus, creme ou nata de nosso bom e vital rock.

Como curiosidade, vale lembrar o descontentamento, principalmente de Clapton, sobre a qualidade das apresentações, motivo até (dizem) de homéricas brigas entre ele e a então gravadora. Clapton alegava muitos erros cometidos nessas apresentações devido à falta de ensaios durante 4 meses, mas, para nós, fãs, este registro ao vivo é mais que essencial afinal poucas são as gravações com um mínimo de qualidade sonora existente, mesmo com uma infinidade de blotegs, afinal anos 60 são anos 60 né.

Bem, espero que curtam, bota u som aeee....e divirtan-se (com “n” a pedido da Cau rsssss).

quinta-feira, 14 de maio de 2009

Morly Grey - Only Truth / 1972
















Morly Grey - Only Truth / 1972

Track List:

1. Peace Officer
2. You Came to Me
3. Who Can I Say You Are
4. I'm Afraid
5. Our Time
6. After Me Again
7. Feeling for You
8. Only Truth

Link: Nos Comentários

















Line Up:

Tim Roller : Guitar, Vocals, Composer
Mark Roller : Bass guitar, Vocals, Composer,
Paul Cassidy : Drums, Vocals, Composer
Bob LaNave : Drums, [Side 2 "The Only Truth"]

Mais uma grande banda de Heavy Prog da as caras por aqui, dessa vez o Morly Grey. Essa banda americana do estado de Ohio lançou apenas um único disco em 1972, esse disco virou uma referência entre os amantes do Prog e Heavy Prog entre o fim dos anos 70 até os dias de hoje. Durante muitos anos esse petardo foi disputado a tapa por colecionadores do mundo todo por estar fora de catálogo há muito tempo e quem tinha uma cópia pra vender jogava o preço lá em cima. O disco chegou a aparecer em diversos leilões com preço inicial de 800 dólares!!! Pra felicidade geral da nação roqueira a gravadora Speed Label relançou a versão em CD no ano de 2004, infelizmente já está fora de catálogo novamente e segundo vi na Amazon não haverá mais outra tiragem, mas ainda bem que deu tempo de alguém fazer o upload, rs.

Existe pouca informação na rede sobre a biografia da banda, mas como o que nos interessa mesmo é som posso dizer a vocês que nessa relíquia você vai ouvir o bom e velho Hard / Heavy Prog setentista com altas passagens psicodélicas reminiscente do The Doors e Jimi Hendrix, além do Jazz Fusion presente na faixa "Our Time", destaque também para a faixa título, uma viagem de 17 minutos com guitarras pra lá de ácidas que deveria estar entre as músicas que todo cara que curte boa música deveria ouvir ao menos uma vez antes de morrer. Recomendo esse discaço pra qualquer um e tasco nele nosso selo de qualidade. Divírtam-se.

terça-feira, 12 de maio de 2009

SHAA KHAN - The World Will End On Friday / 1978














SHAA KHAN - The World Will End On Friday / 1978

Track List:

1. White Room (8:22)
2. World Will End On Friday (4:47)
3. Graveyard (7:53)
4. Ocean (7:42)
5. Seasons (9:16)

Link: Nos Comentários













Line Up:

Roland Soltysiak / guitar
Jochen Gutermuth / bass
Horst Schlechtriemen / keyboards, backing vocals
Walter Kaulhausen / drums, backing vocals
Heiner Waldmann / vocals, acoustic guitar
Klaus Grandt / vocals, percussion

O SHAA KHAN é uma banda alemã de Heavy Prog que lançou apenas dois discos e dois singles. O fundador da banda Walter Kaulhausen (drums) teve a idéia da criação de uma banda para tocar despretensiosamente covers de Led Zeppelin e Deep Purple e o nome SHAA KHAN veio de uma idéia de fazer trocadilhos com os nomes de seus componentes não tendo nenhum sentido prático. Inicialmente os caras se apresentavam em bares e pubs como qualquer outra banda que conhecemos. Entre os anos de 73/74 quando cursava na escola de música Akademie Remscheid, Walter juntou-se ao baixista Jochen Gutermuth dando uma outra direção ao som deles com suas influências jazzisticas o que acabou abrindo portas para excursionarem como banda de apoio de nomes como Earth & Fire, Sweet, Smokie, UFO und Nektar.

No fim de 74 todo o line-up é refeito e grandes talentos se juntam a banda que estava com propósito de dar uma identidade própria a sua música, juntam-se a eles Heiner Waldmann (vocals, guitar), Horst "Schröder" Schlechtriemen (keyboards) and Klaus Grandt (vocals, percussion) e a galera parte pra dentro de sua primeira gravação de estúdio, com esse novo line up o conceito é juntar dois vocalistas e antes de iniciarem as gravações resolvem testar a nova fórmula ao vivo e assim também saber o que o público achava da idéia, já que não era comum uma banda de rock com dois doidos cantando. O resultado foi satisfatório por parte do público, mais pra eles ainda faltava alguma coisa , a grana para gravarem o disco, rs. Durante os dois anos seguintes passaram a compor músicas para peças teatrais e ao fim de 77 levantaram o cascalho para enfim entrar em estúdio. O local escolhido foi o Dierks Studio e em 78 a Sky Records faz o lançamento de "The World Will End On Friday" que é uma pérola do Heavy Prog. No mesmo ano eles participam e ganham um festival de rock onde concorreram com outras 40 bandas.

Em 1979 é lançado seu segundo disco, "Anything Wrong?", com novo conceito musical mostra um som mais balanceado e ligado ao Rock Progressivo tradicional com letras influenciadas por Yes e Gênesis. Esse disco não caiu nas graças do público por mostar uma direção musical totalmente diferente do seu primeiro trabalho e é o começo do fim.

No início dos anos 80 conseguiram gravar dois singles pelo selo Bellaphone Label, 'Someone’s Calling/Running' alcançou relativo sucesso ficando durante 12 semanas como mais tocadas na rádio WDR e tocando bastante em boates clubes e afins, além de fazer com que eles conseguissem contratos para muitos shows, já o segundo 'Radio/Rock Mafia' não teve a mesma sorte e foi ai que a coisa desandou.

Todo país tem sua "nova onda de alguma coisa" e na Alemanha não poderia ser diferente, por lá surgiu uma tal de "Neue Deutsche Welle", sejá lá o que diabos isso quer dizer, só sei que a a musica deles já não era algo que estivesse na mídia e a banda até mudou de nome para SK2 e gravou algumas músicas mais os tempos eram outros e ninguém queria lançar. Eles chegaram a fazer uma excursão pela Lituânia com grande sucesso mas mesmo assim fecharam a tampa. A última aparição deles foi no ano de 1993 durante um concerto em conjunto com Bröselmaschine e Sheevon em Duisburg.

Parece que em 2007 se reuniram outra vez para alguns concertos e compor material para um novo disco, vamos ver no que vai dar.

O som desse disco é excelente, Heavy Prog pesadão tipíco dos 70s, melodias lindas, vocais agressivos, guitarras maravilhosas, aliás o guitarrista da um show aqui. Em alguns momentos vai te lembrar Eloy, Nektar ou Ammon Dull 2, só que melhor, muito melhor. Podem baixar que esse lindo disco leva nosso selo de qualidade. Divírtam-se.

segunda-feira, 11 de maio de 2009

Salem Mass - Witch Burning / 1971















Salem Mass - Witch Burning / 1971

Track List:

1. Witch Burning
2. My Sweet Jane
3. Why
4. You Can't Run My Life
5. You're Just a Dream
6. Bare Tree
7. The Drifter

Link: Nos Comentários

Line-up:
Mike Snead - Guitars,Vocals
Matt Wilson - Bass,Vocals
Jim Klahr - keyboards
Steve Towery - drums,Vocals

Ia até escrever alguma coisa sobre essa banda mas achei tão completa a resenha do Ricardo Seelig lá do Whiplash que resolvi colar aqui. Com vocês o Salem Mass:
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"Esse disco tem uma história interessante. Primeiro e único registro do grupo norte-americano Salem Mass, "Witch Burning" foi gravado dentro do bar favorito dos músicos, chamado The Red Bam, convertido em estúdio para a tarefa. Além disso, o órgão Moog com que o trabalho foi gravado tinha o número de série 023, ou seja, foi um dos primeiros a serem fabricados!

O som é um hard típico do início dos anos setenta, com grande influência da sonoridade psicodélica do final da década de sessenta, um gênero definido como heavy psych por alguns críticos. Os riffs de Mike Snead têm a mesma importância que as notas do teclado de Jim Klahr, dando um delicioso tempero vintage à música do Salem Mass.

Entre as faixas, destaque óbvio para a tour de force "Witch Burning", que batiza o álbum e tem mais de dez minutos de viagens instrumentais hipnotizantes. O típico som do Moog introduz a densa "My Sweet Jane", melancólica ao extremo, e que apresenta uma certa influência de Velvet Underground (não só no título, mas também na música).

"You Can´t Run My Life" tem um groove cadenciado perfeito para pegar a estrada, enquanto "You´re Just A Dream" é bem chiclete e poderia, sem medo, ter sido lançada como single, já que suas características tinham tudo para agradar, por exemplo, os órfãos fãs do Doors.

O disco fecha com "Bare Tree" e a quase pop "The Drifter", outra que apresenta um latente potencial comercial não explorado.

Enfim, "Witch Burning" é um álbum interessante, que proporciona uma audição agradável, principalmente para os fãs de Moog (que irão se deliciar com os solos de Klahr) e da estética sonora da virada dos anos 60 para os 70.

Vale a pena."

Ricardo Seelig.

sexta-feira, 8 de maio de 2009

Calibre 38 - Calibre 38 / 1988


























Calibre 38 - Calibre 38 / 1988

Track List:

1. Futura Passagem
2. Chuva do Século
3. Orkan (O Guerreiro)
4. Psicose Fatal
5. Final do Século XX
6. Tempestade

Link: Nos Comentários















Line Up:

Haroldo - Guitar
Néo - Vocals
Miguel Avatar - Bass
Celso Brukutu - Drums

Essa banda ai fez parte da minha formação rockeira, além de que o vocalista Néo foi meu amigo pessoal e professor de Heavy Metal, aliás é o próprio que cito na entrevista ao Atitude Fanzine. Por falar no Atitude, tenho que agradecer ao Paulão pelo upload desse disco, foi a partir dele que pude colocar as mãos nessa pérola, reupar e trazer pros visitantes do blog conhecerem essa lenda do Heavy Metal carioca.

Não há muito o que acrescentar a biografia do Calibre 38, pois existe pouca informação disponível, sabe-se que o guitarrista Haroldo já perambulava pelo Rio com o nome dessa banda desde de 1980 mas só em 87 ele consolidou a formação e conseguiu gravar um disco e provavelmente por algum selo independente, pois não se sabe qual foi a gravadora que editou e mixou esse petardo.

O som da banda é o típico metal tradicional, observá-se a influência de Black Sabbath na era Dio e Iron Maiden, inclusive nos temas de suas letras que são baseadas em mitologia e fantasia.A voz sombria de Néo domina o som da banda, e as guitarras ficam longe, ao fundo.

Esse disco foi muito executado na antiga fluminense FM, A Maldita, nos programas Guitarras e Espaço aberto tendo afinal a faixa Final do Século XX executada na programação normal da emissora. Este é um disco bem raro de encontrar e estava há tempos fora de catálogo quando alguma gravadora o relançou em CD em 1999, infelizmente a sonoridade não foi melhorada e nenhuma faixa perdida foi adicionada, o único detalhe diferente foi a nova capa.

Quanto ao Néo faz dez anos que não o vejo, perdemos o contato quando mudamos de bairro e naquela época telefone era coisa de granfino, rs, espero que ele tenha acesso a Internet e conheça nosso blog, hehe. Dedico essa postagem a ele e a meu amigo Renato do Stay Rock que vem fazendo um belo trabalho na divulgação e reconhecimento das bandas de rock/hard/heavy nacionais.

X Japan - Dahlia / 1996













X Japan - Dahlia / 1996

Track List:

1. Dahlia
2. Scars
3. Longing ~unchained melody~
4. Rusty Nail
5. White Poem I
6. Crucify my Love
7. Tears
8. Wriggle
9. Drain
10. Forever Love (Acoustic Version)
11. Tears (Live Tokyo Dome '93, bônus track)
12. Tears - (Classical Version, bônus track)

Link: Nos Comentários













Line Up:

Toshimitsu Deyama -vocals
Hideto Matsumoto - guitar
Tomoaki Ishizuka - guitar
Hiroshi Morie - bass
Hayashi Yoshiki - drums

Ontem recebemos um pedido do nosso visitante Leônidas pra esse disco do X Japan, ele havia citado a música Tears, realmente uma bela balada e de presente eu coloquei nesse pedido 3 versões da música de bônus, uma delas é a versão em estúdio original desse petardo, além disso contém uma versão ao vivo e outra apenas instrumental.

Pra quem não conhece o X Japan eles são uma das mais conhecidas e cultuadas bandas japonesas dos anos 80 e 90 com milhares de fãs pelo mundo todo, talvez estejam atrás apenas do Loudness no que tange a sua popularidade. Seu som é um misto de Heavy Metal Tradicional oitentista com pitadas de Power e Progressive Metal, já lançaram diversos discos e videos ao longo de sua carreira e um deles inclusive já foi postado aqui, o Vanishing Vision de 1988, pra baixar esse disco é só clicar nos marcadores.Espero que curtam, eu recomendo. Divírtám-se.

quinta-feira, 7 de maio de 2009

Deep Purple: Made in Europe (1975)



Made in Europe (1975)


Track list:

1. Burn
2. Mistreated

3. Lady Double Dealer
4. You Fool No One
5. Stormbringer

Link nos comentários












Line up:

Ritchie Blackmore - Guitar

David Coverdale - Lead vocals
Glenn Hughes - Bass and vocals
Jon Lord - Hammond Organ and Keyboards
Ian Paice - Drums

Este foi o primeiro disco do Purple que eu ouvi, na verdade posso dizer que foi com ele que eu conheci o Purple. Fora ele eu só tinha visto o clip de Perfect Strangers.
Fiquei com esse disco um tempo em casa emprestado de um amigo. A capa dupla me chamou a atenção com a foto da platéia e os isqueiros acesos, muito legal.

Ele foi lançado em 1975 durante a última tournê do Purple com Ritchie Blackmore nas guitarras que logo formaria o Rainbow.
Foi um disco gravado em algumas cidades européias, mas a maior parte foi em um show em Saarbrücken, na alemanha.
São 5 músicas no total, apenas dos albúns Burn e Stormbringer.
Foi por causa deste disco que eu começei a amar o som do Deep Purple ao vivo.

Não tenho como destacar algum dos 5 clássicos, mas cito You Fool No One, com quase 17 minutos e solos de teclado, guitarra e bateria.


Espero que gostem do post.


Abrazz

terça-feira, 5 de maio de 2009

High Tide - Sea Shanties (1969) / High Tide (1970) Bônus Tracks













Sea Shanties - 1969

Track Lis:

1. Futilist's Lament
2. Death Warmed Up
3. Pushed, But Not Forgotten
4. Walkin Down Their Outlook
5. Missing Out
6. Nowhere

Bonus tracks on 2006 remastered edition:
7. The Great Universal Protection Racket
8. Dilemma
9. Death Warmed Up (demo)
10. Pushed, But Not Forgotten (demo)
11. Time Gauges

Link: Nos Comentários













High Tide - 1970

Track Lis:

1. Blankman Cries Again
2. The Joke
3. Saneonimous

Bonus tracks on 2006 cd remastered edition:
4. The Great Universal Protection Racket
5. The Joke
6. Ice Age












Line-up

Roger Hadden / drums, piano, pipes organ
Tony Hill / guitar, vocals, acoustic guitar, organ
Simon House / violin, programming, electric violin, organ, piano
Peter Pavli / bass

Essa banda é uma pérola inglesa perdida, Heavy Prog do mal. Vamos saber um pouco da história desse filé do rock inglês.

O High Tide foi uma banda formada em 1969 por Tony Hill (guitarra, teclados e vocais), Simon House (violão e teclados), Pete Pavli (baixo) e Roger Hadden (bateria). A marca de seu primeiro álbum Sea Shanties foi a constante batalha entre a guitarra de Tony Hill e o violino elétrico de Simon House. Não há praticamente um momento de calma em Sea Shanties, sendo os momentos mais pesados as faixas "Futilist's Lament" e a instrumental "Death Warmed Up". A primeira faixa faz cair o queixo do ouvinte desavisado, começa com uma guitarra pesada que é coisa de doido. O estilo da banda é uma mistura de hard rock, psicodelismo, blues, folk e jazz-rock, e por vezes o mesmo é citado como o primeiro álbum de metal progressivo.

O segundo, auto-intitulado, é um pouco menos pesado e introduz alguns teclados, desempenhado por Hill e House, da pra observar que o folk e o jazz influenciam um pouco o som da banda mas nem por isso deixando o peso de lado e fazendo dele um belo disco. Com apenas três faixas o disco pode ser classificado como albúm conceitual sobre a psicose - Blankman Cries Again, The Joke e Saneonymous - na verdade o batera Roger Hadden acabou sendo acometido pela doença um pouco mais tarde.

O High Tide também atuou como banda de apoio de Denny Gerrard's no album Sinister Morning (1970). Com o lançamento dessas duas bolachas a banda acabou e seus discos fizeram grande sucesso na época em toda a europa, antes do fim porém deixaram um terceiro disco, Precious Cargo foi gravado em 1970 e lançado apenas em 1989, nesse disco já fugiam bastante do Hard Rock e foi considerado o disco mais psicodélico do grupo. Ainda em 89 Hill e House reformaram o High Tide como uma banda de dois (rs) e com a ajuda de computadores lançaram o disco Interesting Times.

Em 1990 são lançados mais dois albúns com material inédito que datavam dos anos 70, The Flood e A Fierce Nature. Ainda em 1990 Simon House deixa a banda e Pete Pavli retorna, recruta novos membros e lançam o terceiro disco do ano - Ancient Gates - nessa formação Hill deixa os vocais principais a cargo de Sushi Krishnamurti, Dave Tomlin (violino), Drachen Theaker (bateria) completam o line up nesse lançamento que continha influências da música indiana com certeza por causa do novo vocalista. Outro álbum de materiais inéditos gravados anteriormente, A Reason of Success, foi lançado em 1992 e ai fecharam a tampa de vez.

Recentemente Tony Hill formou um trio com Nick Saloman e Bevis Frond, a banda foi batizada de Tony Hill's Fiction. A Tony Hill's Fiction foi formada após o lançamento do album solo de Hill que levou o nome de Inexactness. A banda já lançou um disco de forma não oficial pela Internet e com download gratuito, 'Dna, The Brain, The Universe', a formação da banda é Tony Hill (Guitarra / Vocal) com D,E, Holt (contrabaixo) e Syd Farrell (Bateria).

Pra vocês terem uma idéia vou citar algumas coisas que soam parecido com o som da banda, Steppenwolf, Blue Cheer, Sir Lord Baltmore, Iron Butterfly... Se quiserem um conselho não deixem esses petardos na fila e corram pro download. Esses discos são as versões remaster e vem recheados de bônus tracks, além disso estão em 320 kbps e contém todas os covers em alta resolução para impressão, espero que curtam. Divírtam-se.

Elixir - Discografia Completa + BBC Sessions













The Son of Odin - 1986

Track List:

1. The Star of Beshaan
2. Pandora's Box
3. Hold High the Flame
4. Children of Tomorrow
5. Trial by Fire
6. Starflight
7. Dead Man's Gold
8. Treachery (Ride Like the Wind)
9. Son of Odin
10. Chariot Of The Gods
11. Winds Of Time
12. Treachery" (live)














Sovereign Remedy - 1988

Track List:

1. Metal Trance
2. Visions of Darkness
3. Light in Your Heart
4. She's Got It
5. Sovereign Remedy
6. Llagaeran
7. Last Rays of the Sun
8. Shadows of the Night
9. Louise
10. Legion of the Eagle
11. Edge of Eternity
12. Lost in a Dream
13. (When We're) All Together Again
14. Metal Trance (Reprise)

Link: Nos Comentários














Lethal Potion - 1990

Track List:

1. She's Got It
2. Sovereign Remedy
3. Llagaeran
4. Louise
5. Shadows Of The Night
6. All Together Again
7. Light In Your Heart
8. Metal Trance/Visions Of Darkness
9. Edge Of Eternity
10. Last Rays Of The Sun

Link: Nos Comentários















The Idol - 2003

Track List

1. Intro
2. The Idol
3. Devil Rider
4. Born To Die
5. The Storm
6. Born Loser
7. Deal With The Devil
8. Playing With Fire
9. Death Dealer
10. Moonlight














Knocking at the Gates of Hell - 2005 EP

Track List:

1. Knocking at the Gates of Hell
2. Death Toll
3. The Last Rays of the Sun (Live)
4. The Star of Beshaan (Live)

Link: Nos Comentários













Elixir Live - 2005

Track List:

1. The Return
2. Moonlight
3. Trial by Fire
4. Pandora's Box
5. Hold High the Flame
6. The Idol
7. Son of Odin
8. Sovereign Remedy
9. Born Loser
10. Winds of Time
11. Death Toll
12. Metal Trance
13. Visions of Darkness
14. Shadows of the Night
15. Deal with the Devil
16. Treachery
17. Llagaeran

Link: Nos Comentários















Mindcreeper - 2006

Track List:

1. Don't Trust the Preacher
2. Mindcreeper
3. Hot Metal
4. Rescue My Soul
5. Over and Over Again
6. Knocking on the Gates of Hell
7. Iron Hawk
8. Athenian Glory
9. Guiding Star
10. Where Angels Fear to Tread

Link: Nos Comentários

Capa indisponível
Elixir (1986) BBC Sessions 28.02.1986

Track List:

1. Hold High The Flame
2. Pandora's Box
3. Star Of Beshaan
4. The Son Of Odin

Link: Nos Comentários










Line Up:

Paul Taylor - Vocals
Phil Denton - Guitars
"Stormin'" Norman Gordon - Guitars
Kevin Dobbs - Bass
Nigel Dobbs - Drums

Mark White - bass in Lethal Potion & Sovereign Remedy
Clive Burr - drums in Sovereign Remedy

Hoje presento a vocês uma das 10 melhores bandas de Heavy Metal do planeta na minha humilde opinião

O Elixir é uma banda inglesa de Heavy Metal Tradicional formada por Steve Bentley, Kevin Dobbs, Nigel Dobbs e Phil Denton, em Novembro de 1983. Eles são comumente associados ao movimento NWOBHM mas surgiram um pouco mais tarde.

A banda inicialmente passava a maior parte de seu tempo ensaiando e compondo material sem ainda se decidir por um nome para que pudessem se apresentar em público, depois de muito discutirem entre "Purgatory" e "Hellfire" sem nenhuma empolgação Steve Bentley tem de abrir um dicionário e com os olhos fechados escolher uma palavra aleatoriamente, assim nasceu o Elixir.

Por conta da necessidade de um vocalista o Elixir recruta a cantora Sally Pike, mas depois de gravar 4 demos e dois shows ela decide deixar a banda no fim de 83. Em 1984 Pike foi substituída pelo excelente Paul Taylor (ex Midas) e mais tarde no mesmo ano Norman Gordon assume as guitarras no lugar de Steve Bentley que deixou o Elixir depois da segunda demo.

Dois anos mais tarde com sua formação consolidada a banda lança seu primeiro petardo, The Son Of Odim. No número 137 (novembro 2005) da revista Terrorizer, o álbum foi incluído no Ranking Metal Top 20, como um dos 20 melhores álbuns de todos os tempos, ao lado do Painkiller do Judas Priest, Helloween com Keeper of the Seven Keys Part II e Cirith Ungol's com King of the Dead.

Seu segundo disco de estúdio Sovereign Remedy chega em 1988 com mudanças no line up, Mark White assume o baixo no lugar de Kevin Dobbs e Clive Burr (ex Iron Maiden, Trust...) assume as baquetas no lugar de Nigel Dobbs. Durante esse período Burr era substituído nos shows por Stevie Hughes por conta de seus diversos compromissos assumidos com outras bandas com que tocava. No fim de 89 Phil Denton resolve sair da banda e é rapidamente substituído por Leon Lawson para que pudessem terminar a tour do disco. Apesar dos problemas de formação seu segundo lançamento foi um mega sucesso, sendo muito bem recebido por crítica e público. Esse segundo disco foi relançado pela Sonic com o título de Lethal Potion em 1990 com 4 faixas a menos e em 2006 é reeditado novamente em edição de luxo com livreto de 12 páginas contendo notas de Phil Denton e letras das músicas.

Durante treze longos anos a banda entrou num hiato e só veio a reaparecer com o lançamento do terceiro disco de estúdio, The Idol chega as lojas em 2003 com material que havia sido gravado nos anos 80 e que nunca havia chegado a público. Esse foi o retorno triunfal, o line up foi consolidado com Paul Taylor, Phil Denton, Norman Gordon, Kevin Dobbs e Nigel Dobbs, sendo praticamente a formação original, em celebração a reunião lançam um disco ao vivo em 2005 e mais outro de estúdio, Mindcreeper em 2006. Com a crescente popularidade, a banda excursionou por vários países como a Grécia, a Alemanha e os E.U.A. e está na ativa, esperamos novo disco ainda pra este ano.

Se você curte o bom e velho Heavy Metal Tradicional e não conhece o Elixir vai ficar de queixo caído, é sem dúvida alguma uma das dez melhores do gênero, fico bobo de pouco falarem dela no Brasil, essa banda é simplesmente fantástica, TODOS seus discos são indispensáveis para qualquer banger que se preze, espero que curtam tanto quanto eu essa peróla do Metal. Divírtam-se.


Agradecimentos a minha parceira Ju que fez o up de todos os discos enquanto minha placa mãe decidia entre viver ou morrer. Beijocas Ju.

segunda-feira, 4 de maio de 2009

The Yardbirds - Live! Blueswailing July '64





















The Yardbirds - Live! Blueswailing July '64


Link nos comentários


Track List


The Yardbirds - Live! Blueswailing July '64

01 Someone To Love Me
02 Too Much Monkey Business
03 I Got Love If You Want It
04 Smokestack Lightning
05 Good Morning Little Schoolgirl
06 She Is So Respectable Humpty Dum
07 The Sky Is Crying

Faixas Bônus

Aint Superstitious
Going Down
Hey Joe


















Line Up

Keith Relf – Vocals
Eric Clapton – Guitars
Chris Dreja – Guitars
Paul Samwell – Bass
Jim McCarty – Drums


Line Up ( Faixas Bonus )

Jim McCarty - Druns
Chris Dreja - Guitar
Jonh Idan - lead Guitar - Vocals
Rod Demick – Bass



Bem, perdendo minha virgindade nas postagens – nossa! to tremendo – minuto pessoal, primeiro uma passadinha no Boteco, hehehe, criando coragem, né?! rsss.
E já que tomei umas, rasgação de seda sempre é bom, então, postar aqui é algo prazeroso e de tamanha honradez que... bem... To longe ainda dos mestres Dagon, Miguelito, Guzz e da Mestra-mor Ju, mas prometo ser um aprendiz esforçado.
Voltando a seriedade (possível?), pensei e muito no que postaria, e cheguei à conclusão que tem que ser pelo começo, bom, comecei a gostar de rock, quando tinha uns 13/14 anos, e faz tempo, mas na época escutava muito Led, e quase furei as bolachas q tinha, adorava Page, principalmente o que conseguia fazer com sua guitarra, e, um belo dia, escutei um som, era claro, Page na guitarra, na época reconhecia facilmente seus acordes, mas, fiquei pensando, que música é essa? Que vocal é esse? não era o Plant, mas, em que disco do Led estava esse som?
Bom, a resposta: Era Yardbirds. E daí, eu comecei a tomar verdadeiramente gosto pela boa musica, e descobrir influências, estilos, escolas, enfim, compreender e principalmente deixar de ouvir e verdadeiramente escutar. Sentir o significado de um arranjo, o grito primaz de liberdade contido em um solo... e, enfim, estou aqui, resolvido a postar Yardbirds, que considero um dos grupos que influenciou o som que embala nossas vidas e que deu origem a tantas e tantas bandas e músicos.


Sobre eles já se escreveu muito. Já lemos muito. E não tenho muito o que acrescentar! Comentários técnicos só para quem conhece, né?! E eu, bem... Tô longe, má muito longe disso.
Neste álbum, foram capturadas gravações de apresentações realizadas pela banda em Julho de 1964, curiosamente mês em que eles tiveram apenas 4 dias de folga, e retrata bem a volúpia, a intensidade, e o sentimento dito através da junção de fragmentos, transformados em som, em música.
Para incrementar um pouco, e até mesmo comparar formações, acrescentei três músicas, gravadas em 1982, que não tenho certeza, mas ao que parece, fazem parte de outro álbum intitulado “Jam”, ou algo assim.

Bem, espero que gostem e... Divirtam-se!



sábado, 2 de maio de 2009

Motörhead: Overkill (1979)


Motörhead : Overkill (1979)

Track List

01. Overkill
02. Stay Clean
03. (I Won't) Pay Your Price
04. I'll Be Your Sister
05. Capricorn
06. No Class
07. Damage Case
08. Tear Ya Down
09. Metropolis
10. Limb from Limb

Bônus Tracks
11. Too Late, Too Late
12. Like a Nightmare
13. Louie Louie
14. Tear Ya Down
15. Louie Louie

Link nos comentários.

Line Up

Lemmy Ian Kilmister – bass, vocals, second guitar solo on "Limb from Limb"
"Fast" Eddie Clarke – guitar
Phil "Philthy Animal" Taylor – drums

Bem, falar do Motörhead é perda de tempo, ainda mais de um dos seus maiores clássicos e em sua mais clássica formação.

Mas vamos (tentar) falar um pouco sobre o disco.
Pra começar o Dagon não é fã da banda, mas não se opôs ao post, (que foge um pouco aos padrões do Blog), por se tratar de um clássico da história do Rock e também pelo fato da Ju ser uma fã da banda, assim como eu.
Essa versão é um re-lançamento remaster de 1996 da Castle com alguns bônus.

Esse disco é oficialmente o segundo disco da banda e primeiro gravado pela Bronze Records, apesar de antes dele existirem o On Parole e o Motörhead, (que são quase os mesmo disco, quem souber mais detalhes me ajude nos comentários).
Me lembro de ter lido algo sobre esse disco, que por sinal foi o primeiro disco que eu comprei do Motörhead, dizendo que ele foi gravado em em curtissímo espaço de tempo (uma semana mais ou menos), tentei averiguar isso na net mas não encontrei nada.

Um detalhe sobre ele, no início da "(I Won't) Pay Your Price", você ouve o Lemmy dizendo "Eu estou tão bêbado".
Eu compraro Lemmy ao Ozzy em importância para o Rock.
E esse disco está recheado de clássicos, vários deles regravados pelo Metallica no Garage Inc.

Abrazz

sexta-feira, 1 de maio de 2009

Deep Purple - Machine Head in Copenhagen, 1972



Line up:
Ian Gillan - Vocals
Ritchie Blackmore - Guitar
Jon Lord - Keyboards
Ian Paice - Drums
Roger Glover - Bass Guitar

Track List:
01 - Highway Star
02 - Strange Kind of Woman
03 - Child in Time
04 - The Mule
05 - Lazy
06 - Space Truckin'
07 - Fireball
08 - Lucille
09 - Black Night

Links nos comentários !

Bom, o que esperar desse registro do Deep Purple na Dinamarca e com o clássico de sua discografia 'Machine Head" saindo do forno? Que baita inveja dos que assistiram a essa magnífica banda de Hard Rock, puerra! Apesar da capa do dvd ter informações sobre algumas músicas de 1973, os links que disponibilizo aqui contêm apenas o show de 1972, ok? Download Djá, Folks ! \o/ Essa postagem é dedicada ao Dagon, a Ju e ao Guzz!

This the end, my only friend, The End !



VALEU, FOLKS !

Venho participar a todos nesse momento que estou deixando o H & H. Necessito redirecionar minhas atenções para uma atividade profissional que demandará um tempo que não será para mim tão disponível como agora. E por essa razão não vou colaborar da mesma maneira como venho fazendo. Sendo assim, venho agradecer por todo esse período que fiquei por aqui e em que pude conhecer várias pessoas de outros estados e até mesmo da minha cidade.
Não vou ficar me alongando no assunto e gostaria que todos soubessem o quanto essa experiência foi enriquecedora para mim. Deixo para vocês a letra de uma música chamada "Amigos Meus", de Toquinho e Vinícius de Moraes que fala por si só. Um grande e fraterno abraço e tudo de melhor que a vida puder dar para cada um de vocês, Miguelito, el Gran Chihuahua.

Amigos Meus

Amigos meus está chegando a hora
Em que a tristeza (*) aproveita pra entrar
E todos nós vamos ter que ir embora
Pra vida lá fora continuar.

Tem sempre aquele que
Toma mais uma no bar
Tem sempre um outro que
Vai direitinho pro lar .

Mas tem também
Uma sala que está vazia,
Sem luz, sem amor, sombria,
Prontinha pro show voltar.

E em novo dia
A gente vê novamente
A sala se encher de gente
Pra gente comemorar.

( * ) Menos, Folks, menos...